III Simpósio Internacional Mulheres Regentes começa amanhã (16)

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A terceira edição do Simpósio Internacional Mulheres Regentes acontece de forma online, por plataforma Zoom,  entre os dias 16 e 20 de setembro, com objetivo  de de­sen­volver ações para que se implementem políticas culturais de inclusão feminina na música, assim como elaborar um manifesto que promova a igualdade de oportunidades para as mulheres na música.

Na pauta, painéis regionais que enfocarão a situação da mulher na música – especialmente re­gentes e compositoras – em países ou regiões específicas.

Os interessados em participar devem se inscrever gratuitamente no site da iniciativa.

A ideia do evento nasceu de um encontro entre as regentes brasileiras Ligia Amadio, Cláudia Feres, Érica Hindrikson e Vânia Pajares, que se reuniram para compartilhar impressões sobre suas trajetórias profissionais e constataram que muitos dos problemas que enfrentavam no exercício da profissão e no desenvolvimento de suas carreiras, eram comuns a todas.

O sucesso do evento criou um espaço de reflexão sobre a atuação das mulheres regentes no cenário da música de concerto. Mais que um simpósio, um movimento pela defesa das mesmas oportunidades profissionais que seus colegas.

O I Simpósio, que contou com a participação de uma centena de regentes, aconteceu em São Paulo, Brasil, em 2016, e teve como convidada especial a Marin Alsop. O II Simpósio ocorreu em Montevidéu, Uruguai, em 2018, tendo como convidada de honra a regente uruguaia Gisele BenDor. O segundo simpósio gerou um importante documento publicado pelo governo da cidade de Montevidéu, intitulado “Desigualdades de género en la Música – Reflexiones a partir del II Simpósio Internacional de Mujeres Directoras”.

A programação da terceira edição conta com o painel “Brasil Regência de Orquestra e Banda – Como a atuação da mulher na regência pode interagir com as desigualdades e contribuir para a igualdade”, que acontece na quinta-feira (17), e terá a participação da maestrina a Giordana Galvam Lube, da Orquestra Sinfônica de Cascavel/PR, com a palestra “De instrumentista à regência: os desafios da profissionalização num país de dimensões continentais”.

“Vou falar sobre a dificuldade de acesso ao conhecimento mais profundo, principalmente para quem mora no interior do País e está distante dos grandes centros. Mesmo assim, muita coisa vem sendo feita. A nossa orquestra tem 18 anos e eu atuo há mais de 25 anos na música, mas o nosso trabalho passou a ter mais visibilidade quando comecei a frequentar São Paulo, através do Orquestrando o Brasil ou pela pós graduação em regência que cursei”, explicou a maestrina, avaliando como positiva a troca de experiências com outras regentes e culturas neste simpósio.

Com moderação de Sarah Higino, o painel terá ainda como painelistas Weiller Pessoa, que apresentará a palestra “Uma Mulher”: a entrância feminina na regência de bandas no Pará; Aleline Stervinou, com a palestra O papel da regente professora universitária no interior do nordeste do Brasil.

A programação completa do evento pode ser conferida neste link:

https://7f9c62d1-edcf-463b-bcbd-2495850c2fcb.filesusr.com/ugd/3b5df0_bea47b46208e4f13961f64b6f512a9d8.pdf

Interessados podem fazer a inscrição pelo link:

https://docs.google.com/forms/d/e/1FAIpQLSdZzNkvFLrYRixzUQSn3mbtWwf0NH7ECcg8-po3YsoNKu1cHw/viewform

 

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