João Carlos Martins e sua Bachiana apresentam concerto online no dia 20

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Afastado das plateias, mas não dos palcos, João Carlos Martins substituiu os concertos da Temporada 2020 da Bachiana Filarmônica SESI-SP, por apresentações virtuais em seus canais na internet. O próximo acontece no dia 20 de novembro, às 20h, com as participações do tenor Jean William, a cantora Karin Hils e o maestro Adriano Machado.

O repertório se inicia com J.S. Bach, transformado por Martins em celebridade na internet, após a postagem de um vídeo que alcançou, por ora, aproximadamente 30 milhões de visualizações mundo afora. Considerado o maior nome da música Barroca, e muitas vezes como o maior compositor de todos os tempos, será lembrado em Arioso, que significa “como uma ária”, uma obra em estilo de solo vocal de ópera ou oratório que fica entre o recitativo e a ária.

Martins segue com a Marcha Turca, ou Alla Turca, o terceiro movimento da Sonata para piano n.º 11 em lá maior, K. 331 composta por W. A. Mozart e um de seus trabalhos mais conhecidos, que imita o som das bandas Janízaras Turcas, a música do momento naquele tempo. F. Schubert, considerado o último dos compositores clássicos e um dos primeiros românticos, notabilizou-se como autor de canções, mas também por obras para piano a quatro mãos e peças mais leves, como as Três Marchas Militares, representada na noite por seu último movimento.

Carlos Gomes, conhecido por suas óperas, iniciou seu aprendizado como compositor criando modinhas e canções. Uma dessas primeiras obras, composta quando tinha 23 anos, foi a modinha Quem Sabe?, uma pérola do cancioneiro popular, com letra do jornalista Bittencourt Sampaio, lançada em 1859, quando o Brasil ainda era um Império. Uma de suas mais famosas composições foi gravada por muitos intérpretes, populares e eruditos, inclusive por Francisco Petrônio, Dilermando Reis e Agnaldo Timóteo, embalando muitos saraus pelo Brasil, inclusive este concerto especial.

Em uma verdadeira aula de música, uma das mais populares canções do mundo ganha a interpretação do tenor Jean William: Amazing Grace. Eternizada na Broadway centenas de anos depois, retrata a história de John Newton, seu compositor, ex-rebelde e ex-traficante de escravos, que passou por situações difíceis até se tornar o pastor anglicano responsável pela composição de lindos hinos.

Cinéfilo assumido, Martins selecionou um tema do cinema para este concerto e convidou a atriz e cantora, diva dos musicais, Karin Hils para uma participação especial em My heart will go on, canção de Will Jennings, tema do filme de 1997, Titanic.

João Carlos Martins, em plena primavera, assume o piano para a próxima música, Autumn Leaves, do compositor húngaro naturalizado francês Joseph Kosma com letra do poeta Jacques Prévert. A primeira versão na língua inglesa surgiu em 1947 e tornou-se um sucesso pop e em jazz em centenas versões instrumentais e cantadas, nos mais variados estilos, com gravações de nomes como Nat King Cole, Frank Sinatra, Miles Davis, Willie Nelson, Iggy Pop, Eric Clapton, entre muitos outros.

Karin Hils e Jean William voltam ao palco para a música The Prayer com composições do músico, produtor musical, compositor e arranjador canadense David Walter Foster, detentor de 47 indicações e vencedor de 16 Grammys e um dos maiores nomes da indústria musical. David produziu grandes álbuns, como Falling into You, de sua conterrânea Céline Dion, e lançou os DVDs Hitman David Foster and Friends (2008) e Hitman Returns (2011), com participações dos grandes nomes da música internacional com quem trabalhou.

Os amigos Dave Brubeck e João Carlos Martins tiveram um encontro musical extraordinário e provaram que jazz e Bach têm muitas coisas em comum. Gênio em sua área, Brubeck faz este link entre a música clássica e o jazz, gênero lançado pelos negros, em standards e também em trilhas para óperas, balés e até mesmo uma missa contemporânea. Em homenagem ao amigo, falecido em 5 de dezembro de 2012, Martins volta ao piano para uma sessão de Ragtime, marcada pelo improviso característico da obra de Brubeck.

Compositor apontado como um dos maiores brasileiros do século 20, conhecido por sua obra erudita com forte apelo popular, César Guerra-Peixe também fez arranjos de canções populares de músicos como Tom Jobim. Com origem semelhante à de Martins – ambos são filhos caçulas de portugueses, foram incentivados na carreira por seus pais e iniciaram na música aos sete anos – Guerra-Peixe será lembrado em Mourão, seu trabalho mais famoso, com origem clássica, mas com grande influência popular, inspirado no som das rabecas do folclore nordestino.

Nome de seu projeto social e o tema da escola de samba paulistana Vai-Vai, A Música Venceu, homenagem em vida ao maestro João Carlos Martins, contou a história de superação do pianista que virou maestro após perder o movimento das mãos. E é com este samba enredo da escola do Bixiga que João Carlos Martins e a Bachiana Filarmônica SESI-SP fecham mais esta noite de música boa.

Temporada Bachiana Filarmônica

20/11/2020 – 20hs

Canais de transmissão:

Facebook: https://www.facebook.com/maestrojoaocarlosmartins

YouTube: https://www.youtube.com/JoaoCarlosMartinsOficial

ACESSO ONLINE GRATUITO AO PÚBLICO

Solistas: Karin Hils e Jean William

Participação especial: Maestro Adriano Machado

Programa

  1. S. Bach

Arioso

  1. A. Mozart

Marcha Turca

  1. Schubert

Marcha Militar

Carlos Gomes

Quem Sabe?

  1. Newton

Amazing Grace

Solista Jean William

Will Jennings

My heart will go on (filme “Titanic”)

Solista Karin Hils

  1. Kosma Autumn Leaves

João Carlos Martins ao piano

  1. Foster The Prayer

Solistas Karin Hils e Jean William

  1. Brubeck Ragtime

João Carlos Martins ao piano

  1. Peixe Mourão

A Música Venceu – Samba Enredo Vai-Vai 2011

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