Maestro, fundador da Orquestra Unisinos, é homenageado

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Foi inaugurado no último dia 28 de janeiro, no saguão do Centro Cultural Municipal de São Leopoldo (RS) o novo memorial em homenagem ao maestro José Pedro Boéssio, que dá nome ao local. A cerimônia contou com a presença de autoridades municipais e de familiares e amigos do artista.

“Demos o nome de José Pedro Boéssio ao Centro Cultural em 2008 quando reinauguramos o teatro, que era uma antiga biblioteca. Porém, até hoje a população chama esse espaço de biblioteca pública. Para fazermos com que todos chamem o espaço pelo nome, que é Centro Cultural José Pedro Boéssio, nós precisamos contar quem foi o maestro. Por esse motivo, criamos esse memorial”, explica o Secretário de Cultura e Relações Internacionais, Pedro Vasconcellos.

Boéssio faz parte da história artística e cultural de São Leopoldo. Fundador da Orquestra Unisinos, sempre defendeu que a arte precisava ser necessariamente popular e atingir todos os públicos. “José Pedro Boéssio é para nós um cidadão leopoldense que merece nosso respeito, nosso carinho e nossa admiração. Esse memorial é um reconhecimento ao exemplo que foi Zé Pedro e que com certeza servirá de inspiração aos artistas de São Leopoldo que estão surgindo depois dele” afirma o prefeito Ary Vanazzi.

Com os 200 anos do município se aproximando – serão completados em 2024 -, Vanazzi reforça a importância do Município recuperar espaços e nomes de pessoas que foram fundamentais para São Leopoldo. “Estamos realizando uma retomada da recuperação do teatro, da biblioteca e da praça de modo geral. Com isso, não podíamos não falar sobre o maestro. Muitos dos concertos realizados por ele foram feitos aqui, neste espaço, que hoje leva o seu nome”, conclui o prefeito.

Reconhecimento

Boéssio nasceu em 16 de fevereiro de 1949, na cidade de Veranópolis. Apesar de ter se formado em medicina pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul, decidiu seguir sua caminhada na música, onde se tornou regente e maestro com destaque na área musical e fez da música um instrumento de resistência. O maestro não entendia as barreiras da arte e sempre preservou o diálogo através da música.

José Pedro Boéssio faleceu, precocemente, em um acidente de carro no dia 28 de janeiro de 2001. Emocionada, Ana Boéssio, esposa do Zé Pedro, conta que ficou muito feliz de poder voltar ao Centro Cultural, a partir de uma proposta de revitalização de um espaço tão importante para São Leopoldo.

“Eu vejo essa reinauguração como um ato de registro, reconhecimento e respeito ao trabalho que ele desenvolveu principalmente em São Leopoldo. Zé Pedro sempre realizou ações que envolviam a comunidade como um todo, não somente a comunidade artística, mas também o público. Ele sempre prezou por ações que fossem destinadas a todos e não restritas somente ao espaço acadêmico”, conta Ana.

Fonte: Jornal VS

 

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