Orquestra Sinfônica Jovem de Mogi mantém ensaios de casa, mesmo durante a pandemia e com apresentações canceladas

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Apesar de canceladas as apresentações dos músicos da Orquestra Sinfônica Jovem de Mogi das Cruzes, na Sala São Paulo e também em Campos do Jordão, por conta da pandemia do novo coronavírus, os alunos do projeto mantiveram os ensaios de casa, para estarem prontos quando puderem voltar aos palcos.

Os encontros que antes eram presencialmente agora ocorrem pela internet. Emilly Marques toca violino e diz nunca ter imaginado que passaria por isso. “É bem difícil, bem diferente do que a gente estava acostumado, aquele contato, olho no olho, do maestro, dos amigos ali em volta, a gente teve que se adaptar”, diz.

Se adaptar ao mundo virtual tem sido a grande lição. O roteiro de tudo que estava planejado mudou do dia para a noite, com a pandemia.”Quando veio a informação de que tudo ia fechar, os palcos, os teatros, foi um baque”, conta o músico Kleber Uliani.

O desafio de continuar os ensaios é para que, quando as cortinas se abrirem novamente para os grandes espetáculos, a orquestra estará pronta para os holofotes.

O maestro Lelis Gerson trocou a batuta pela caneta, a estante pela mesa. Teve que se reinventar, criar uma estrutura para continuar regendo os ensaios mesmo à distância.

“Nós separamos a 5ª sinfonia de Beethoven, preparamos esse material, o Spalla fez todas as arcadas e nós fizemos as indicações, enviamos o material para os nossos músicos bolsistas. Eles tiveram o prazo de uma semana para estudar cada movimento, ao término da semana todos os músicos tiveram que entregar um vídeo para nós tocando o primeiro movimento e nós fizemos uma avaliação”, conta o maestro.

O trabalho solitário para todos os envolvidos, mas inspirador. O projeto faz parte de um universo muito maior. Começa com os “Pequenos Músicos, Primeiros Acordes” que envolve 11 mil alunos da rede municipal. Também tem banda, coral. Os integrantes da orquestra são bolsistas: recebem para representar a cidade na cultura.

“O músico não pode parar de estudar o seu instrumento, diferente de outras profissões, o músico pode ser muito experiente, ter estudado muito mas se deixar a prática diária ele se perde. Sabe fazer, executar, só não está preparado para interpretar”, ressalta o maestro.

Com esses ensaios individuais em casa, no pós-pandemia o grupo vai precisar de poucos encontros antes do espetáculo. Enquanto esse dia não chega fica o convite para buscar conforto e viajar sempre através de uma boa música.

“Vou dar uma definição do que é a música, a arte de manifestar os diversos afetos da nossa alma mediante ao som. A música é muito poderosa, tanto para nós músicos tocando quanto para quem está assistindo”, pontuou Lelis.

Fonte: G1

 

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